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Descoberta de pílula contra o Câncer, que dobra o tempo de vida do paciente, faz médicos se emocionarem em congresso nos EUA.


A apresentação dos dados finais do medicamento experimental daraxonrasib provocou uma reação incomum no maior congresso de oncologia clínica do mundo.


Durante a sessão plenária da American Society of Clinical Oncology, em Chicago, nos Estados Unidos, médicos se levantaram para aplaudir de pé, enquanto alguns choraram diante dos resultados do estudo RASolute 302, considerado um dos mais rigorosos já realizados para câncer de pâncreas metastático. O auditório reunia cerca de 50 mil especialistas.


O motivo da comoção estava nos números. O daraxonrasib, um comprimido tomado uma vez ao dia, quase dobrou a sobrevida mediana de pacientes com câncer de pâncreas avançado que já não respondiam mais à quimioterapia.


Os pacientes que receberam o medicamento viveram, em média, 13,2 meses, contra 6,6 meses entre aqueles que continuaram no tratamento convencional. O risco de morte caiu 60%.


O estudo é animador porque vão seguir nessa linha em busca da cura. Seria o maior avanço das últimas década.




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