Alface, cebola, batata e mamão apresentam redução superior a 10% na média dos valores de comercialização no atacado
Os preços da batata recuaram em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em agosto.
Redação TV Cultura Mineira · 29 de setembro de 2026 às 09:23
Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)
Os preços da batata recuaram em todas as Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em agosto. Na média ponderada, as cotações do tubérculo no atacado encerraram o mês em queda de 11,6%, com valor médio de comercialização equivalente a R$ 2,63 por quilograma. Entre as hortaliças, as cotações da cebola e da alface também registraram queda na maior parte das capitais onde a pesquisa é realizada, com decréscimos de 13,8% e 14,8%, respectivamente. Os dados estão disponíveis no 9º Boletim Hortigranjeiro, divulgado pela Conab nesta terça-feira (22).
De acordo com o levantamento, a desvalorização dos preços da batata nos dois últimos meses, após sequência de altas observadas desde fevereiro, reflete o aumento da oferta, ainda que em patamares inferiores a julho. As maiores reduções foram identificadas em Rio Branco/AC (-46,35%), em São José/SC (-25,66%), em Curitiba/PR (-22,83%) e no Rio de Janeiro/RJ (-20,33%). Apesar dessa conjuntura, a comparação mostra que os preços permanecem em escala superior à observada no mesmo período de 2025. No ano passado, a oferta mais que suficiente do tubérculo no mercado causou tanto a queda nas cotações do produto naquele período como o desincentivo do mesmo patamar de produção em 2026.
Em alta desde março, a cebola ficou mais barata em nove das dez Ceasas que fazem parte da amostra. A oferta do produto às Ceasas em agosto manteve-se praticamente estável em relação a julho, com aumento das remessas provenientes dos principais estados produtores, com destaque para Minas Gerais e São Paulo, que juntos representaram 50% do volume comercializado nas Ceasas avaliadas. As maiores quedas na média ponderada de preços foram identificadas em Recife/PE (-25,45%), no Rio de Janeiro/RJ (-18,21%) e em Curitiba/PR (-17,32%). Em relação a 2025, ano de recuperação da produção, o preço médio ponderado da cebola tem apresentado comportamento superior, refletindo a lógica do controle da oferta pelos produtores também verificada na batata.
Para a alface, a Conab verificou redução em seis das Ceasas consideradas na pesquisa, com variações entre queda de 31,22% no Rio de Janeiro/RJ e incremento de 15,45% em Recife/PE. Embora a oferta da hortaliça tenha diminuído 4,3% em relação a julho, o volume da safra de inverno foi suficiente para atender à demanda. Além disso, as chuvas em algumas áreas produtoras não influenciaram na produção e na colheita de modo significativo.
Única hortaliça a apresentar valorização na maioria dos entrepostos atacadistas, com aumento de 18,13% na média ponderada, o tomate apresentou oscilação entre queda de 55,50% em São José/SC e aumento de 38,58% em São Paulo/SP. Após o pico da safra de inverno em julho, a oferta do fruto e os volumes comercializados decresceram. A combinação de condições climáticas que interferem na maturação dos frutos contribuíram para esse cenário.
Frutas - A comercialização de frutas nas Ceasas cresceu 4,5% no último mês. O mamão ficou mais barato em 70% dos entrepostos monitorados, com média ponderada em queda de 10,9%. As capitais com reduções mais expressivas na média dos preços foram Vitória/ES (-43,74%) e São Paulo/SP (-23,20%). Em agosto, houve aumento da oferta tanto da variedade formosa quanto da papaya, elevando a disponibilidade da fruta no mercado. O cenário reflete a ampliação dos envios do sul baiano e do norte capixaba, principais regiões produtoras.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.
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