Enem neste domingo (8): especialistas dão dicas para controlar a ansiedade
Psicólogas recomendam dormir bem, evitar estudo intensivo nas últimas 24 horas e reduzir o tempo de tela; pais devem evitar cobranças.
Redação TV Cultura Mineira · 6 de novembro de 2026 às 16:12
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Com o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) marcado para este domingo (8), é natural que os candidatos fiquem mais apreensivos. Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, a urgência em revisar todo o conteúdo, somada às expectativas familiares e pessoais, pode desencadear sintomas severos de ansiedade e até episódios depressivos. Por isso, uma preparação socioemocional é indispensável para que o estresse não se torne paralisante.
A psicóloga Wilma Amorim, professora da Afya Porto Nacional, explica que o Enem simboliza o acesso ao ensino superior e gera nos jovens receio de falhar. Ela ressalta que certo nível de agitação é esperado e pode ser produtivo: o problema é quando a ansiedade se torna intensa a ponto de prejudicar concentração, sono e memória.
O que priorizar na reta final
Às vésperas da prova, muitos estudantes abrem mão do sono regular e de uma alimentação equilibrada para estudar mais, o que prejudica o aprendizado e o desempenho, segundo Stephanie Zanini, diretora de Programas de Desenvolvimento de Lideranças do Ensina Brasil.
Nas 24 horas anteriores à prova, Zanini desaconselha o estudo intensivo e sugere momentos de lazer com pessoas queridas. As duas especialistas também recomendam:
dormir bem, se alimentar de forma adequada e descansar;
visitar o local da prova com antecedência;
separar documentos e organizar materiais;
reduzir o tempo de tela, já que as redes sociais tendem a intensificar comparações entre candidatos.
Apoio da família
Pais e responsáveis têm papel importante na redução da pressão. Os especialistas recomendam escuta atenta e valorização do esforço feito ao longo do ano, respeitando a individualidade de cada estudante.
Também é preciso evitar frases de cobrança, como “você precisa passar” ou “estamos investindo em você”. Segundo Wilma Amorim, cobranças explícitas ampliam o medo de decepcionar e agravam o desgaste emocional.
Com informações de Agência Brasil
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