Urgente
TV Cultura Mineira

Falta de dados impede saber a frequência de tsunamis meteorológicos no litoral brasileiro

Fenômeno atingiu o sul de Santa Catarina em 21 de setembro; pesquisador diz que faltam séries históricas e sensores para acompanhar e prever os eventos.

Redação TV Cultura Mineira · 30 de setembro de 2026 às 02:26

Microscópio óptico branco em bancada
Imagem ilustrativaFoto: Shixart1985 / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O tsunami meteorológico que atingiu o litoral sul de Santa Catarina em 21 de setembro foi registrado por moradores e por câmeras instaladas em ruas, veículos e embarcações. As imagens ajudaram pesquisadores a identificar o momento do fenômeno e a orientar a análise dos dados da rede profissional de monitoramento. Ainda assim, não é possível dizer com que frequência esses eventos ocorrem na costa brasileira. Segundo o professor Mauro Michelena, que leciona oceanografia física na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), faltam séries históricas e equipamentos para identificar tendências, e não há dados suficientes para afirmar que os tsunamis meteorológicos estejam mais frequentes. O fenômeno é rápido e resulta da interação entre sistemas atmosféricos, como frentes frias, e condições específicas do oceano e da costa. Em áreas de pouca profundidade, certas perturbações na atmosfera podem alterar o nível do mar e favorecer a propagação de ondas longas. No litoral catarinense, o monitoramento por marégrafos existe há cerca de uma década. A rede de sensores do estado, que tem pouco mais de 560 quilômetros de costa, é formada principalmente por equipamentos da Epagri, empresa pública estadual, e registra dados de hora em hora, o que limita o acompanhamento de um fenômeno que pode surgir e se dissipar em poucos minutos. “Primeiro teríamos de ter mais dados para entender, e só então poderíamos começar a prever as ocorrências”, afirmou Michelena. Uma rede com mais sensores e registros mais frequentes poderia, no futuro, permitir sistemas de alerta específicos, como os que o país já tem para deslizamentos e chuvas intensas.

Com informações de Agência Brasil

Falta de dados impede saber a frequência de tsunamis meteorológicos no litoral brasileiro · TV Cultura Mineira