INPC, índice que corrige salários, sobe 0,82% em setembro e acumula 4,29% em 12 meses
Indicador do IBGE mede a inflação das famílias com renda de um a cinco salários mínimos e serve de base para o reajuste do mínimo e de benefícios do INSS.
Redação TV Cultura Mineira · 13 de outubro de 2026 às 14:55
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,82% em setembro e acumulou alta de 4,29% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto, o acumulado estava em 3,98%.
No mês, os produtos alimentícios subiram 0,80%, e os não alimentícios, 0,83%.
O acumulado de 12 meses do INPC costuma servir de referência para o reajuste salarial de diversas categorias. O cálculo do salário mínimo considera o dado de novembro, e o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios acima do mínimo são corrigidos pelo índice acumulado até dezembro.
O INPC mede a inflação das famílias com renda de um a cinco salários mínimos, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, abrange lares com renda de um a 40 mínimos. O IPCA também subiu 0,82% em setembro e acumula 4,58% em 12 meses.
Como as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida, os alimentos pesam cerca de 25% no INPC, contra aproximadamente 21% no IPCA. A coleta de preços inclui a região metropolitana de Belo Horizonte.
Fim do Bônus de Itaipu encareceu a energia elétrica em 7,98% e levou o IPCA ao maior nível desde março; em 12 meses, índice soma 4,58%, acima do teto da meta.