O Painel El Niño 2026-2027, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica em seu boletim nº 4 que há 95% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade "muito forte" no trimestre de outubro a dezembro, entre a primavera e o verão. Se o cenário se confirmar, o evento pode estar entre os mais intensos registrados desde 1950.
Para o próximo trimestre, a previsão é de chuva acima da média no Sul do Brasil, com possibilidade de cheias, e de condições mais secas e maior risco de incêndio no centro-norte do país. As temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do território.
O boletim também prevê chuvas acima da média em parte do Sudeste e no leste do Nordeste. No Norte e no Nordeste, a combinação de menos chuva e calor pode agravar a seca e aumentar o risco de incêndios.
O El Niño é o aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. No fim de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar passaram de 2 °C nas regiões central e leste do Pacífico Equatorial, segundo a agência norte-americana CPC/NOAA.
O boletim é feito pelo Inpe em parceria com o Inmet, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Cemaden, o Serviço Geológico do Brasil, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e o Censipam.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.