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Petrobras bate recorde de valor de mercado após nova descoberta na Foz do Amazonas

A estatal encerrou a sexta-feira (2) valendo R$ 700,08 bilhões na B3. O MPF voltou a pedir à Justiça a suspensão da licença ambiental na região.

Redação TV Cultura Mineira · 4 de outubro de 2026 às 21:20

Petrobras bate recorde de valor de mercado após nova descoberta na Foz do Amazonas
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras encerrou o pregão de sexta-feira (2) na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, com valor de mercado de R$ 700,08 bilhões, um recorde, segundo a própria companhia. A marca veio depois do anúncio de uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira. Só na sexta-feira, a empresa somou R$ 20,9 bilhões ao valor de mercado. As ações preferenciais subiram 2,81%, e as ordinárias, 3,25%. Em entrevista coletiva no mesmo dia, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse que a segunda descoberta no poço Morpho aumenta a expectativa de abertura de uma nova fronteira exploratória no país. Estudo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia, estima que o volume total recuperável da bacia pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente, medida que soma petróleo e gás natural. Em 2026, a estatal já havia batido o recorde de valor de mercado outras três vezes: em 30 de março (R$ 677,24 bilhões), em 14 de abril (R$ 680,10 bilhões) e em 15 de setembro (R$ 692,35 bilhões). De janeiro a setembro, a valorização somada aos proventos pagos aos acionistas resultou em geração de valor de cerca de 185% em dólar, acima de petroleiras como Chevron e ExxonMobil (138% cada), TotalEnergies (135%), Shell (133%) e BP (131%), segundo a empresa. Na segunda-feira (28), o Ministério Público Federal (MPF) voltou a pedir à Justiça a suspensão da licença ambiental que autoriza a Petrobras a explorar petróleo na Foz do Amazonas. A ação, no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), pede a paralisação imediata de perfurações e testes no bloco FZA-M-59. Os procuradores citam o vazamento de mais de 18 mil litros de fluido químico no mar durante a operação de uma sonda em janeiro deste ano e a falta de consulta prévia, livre e informada a povos indígenas, quilombolas e pescadores artesanais do Amapá e do Pará, direito previsto na Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Com informações de Agência Brasil

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