Projeto garante direitos a trabalhador doméstico em caso de morte do patrão
O Projeto de Lei 3058/26 prevê que a morte do empregador resultará na extinção automática do contrato de trabalho doméstico
Redação TV Cultura Mineira · 8 de outubro de 2026 às 14:27
Imagem ilustrativaFoto: Universidade de Brasília from Brasília, Brasil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O Projeto de Lei 3058/26 prevê que a morte do empregador resultará na extinção automática do contrato de trabalho doméstico e garantirá ao trabalhador o pagamento de todas as verbas rescisórias, incluindo a indenização do FGTS e o seguro-desemprego.
A proposta, que altera a Lei das Domésticas (Lei Complementar 150/15), está em análise na Câmara dos Deputados.
Pelo texto, o trabalhador doméstico terá os seguintes direitos:
saque da indenização compensatória do FGTS (formada pelo depósito mensal de 3,2% feito pelo patrão);
pagamento do aviso prévio indenizado;
acesso ao benefício do seguro-desemprego.
O projeto estabelece uma exceção a essa regra, nos casos de sucessão de empregadores. Se a família decidir continuar morando na casa e o profissional seguir prestando serviço para a mesma unidade familiar, o contrato não é extinto. Nesse caso, o novo patrão (um filho ou viúvo, por exemplo) precisará apenas anotar a alteração na Carteira de Trabalho e no eSocial.
Em justificativa, a autora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), observou que a lei atual não é clara sobre o que acontece com os direitos do empregado quando o patrão falece, o que gera decisões divergentes na Justiça. Conforme ela, o projeto visa acabar com a insegurança jurídica e proteger o trabalhador.
“Como o rompimento da relação laboral submete o trabalhador a uma situação de desemprego involuntário e abrupto, o profissional necessita desse suporte imediato para organizar sua busca por uma nova colocação no mercado, sem comprometer a subsistência de sua família”, defendeu a deputada.
O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Davi Alcolumbre anunciou cinco sessões de debate em plenário antes da primeira votação da proposta, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.
Em 1º de fevereiro de 2027, será instalada a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com 53 parlamentares reeleitos e 24 estreantes.
há 8 h
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