Tradicionais famílias políticas dividem espaço com novas lideranças na ALMG
Em 1º de fevereiro de 2027, será instalada a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com 53 parlamentares reeleitos e 24 estreantes.
Redação TV Cultura Mineira · 8 de outubro de 2026 às 14:28
Em 1º de fevereiro de 2027, será instalada a 21ª Legislatura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), com 53 parlamentares reeleitos e 24 estreantes. Como é de praxe nas eleições em todo o País, também na ALMG estarão presentes parlamentares cujas famílias cultivam historicamente seu capital político ou se destacam no cenário eleitoral recente. Dos 77 eleitos, 21 são dessas famílias políticas.
São eles: Alê Portela, Amanda Teixeira Dias, Chiara Biondini, Marília Amaral, Marli Ribeiro, Eduardo Azevedo, Gustavo Santana (todos do PL); Betinho Pinto Coelho (União); Cabo Gregório Silva (Democrata); Doorgal Andrada, Zé Guilherme e Nayara Rocha pelo PP; Dra. Laís Santiago (PDT); Elismar Prado, Raul Belém, Tito Torres e Gustavo Valadares do PSD; Lucas Lasmar (Rede); Lud Falcão (Republicanos); Maria Clara (PSDB) e Zé Laviola (Novo).
Nota-se que o partido com mais integrantes provenientes de famílias que já ocupam tradicionalmente os espaços de poder é o PL, com cinco deputadas e dois deputados, somando sete parlamentares. Em contrapartida, é a sigla partidária que puxou também o índice de renovação (31,2%) da Casa legislativa, com 10 novos parlamentares. Ao todo, 17 legendas terão mandatos na ALMG. Nesta Legislatura, os veteranos MDB e PCdoB não terão representantes.
Entre os 24 parlamentares estreantes, apenas três deles (Cabo Gregório Silva, Dra. Laís Santiago e Marília Amaral) alcançaram uma cadeira na Assembleia de Minas no esteio de familiares. Os “padrinhos políticos” nesses casos foram, respectivamente, o vereador de Betim, Gregório Silva (pai do Cabo Gregório Silva); o deputado estadual Arlen Santiago (pai de Dra. Laís Santiago) e o deputado federal Junio Amaral (marido de Marília Amaral).
Um fato que chama atenção sobre a eleição das duas últimas é que elas tiveram mais votos que os seus próprios padrinhos. Enquanto Junio Amaral obteve 33.762 votos, sua esposa, que estreou como candidata, conquistou 42.874, cerca de 10 mil votos a mais que o marido e apoiador.
Dra. Laís Santiago e Arlen Santiago, curiosamente se candidataram a uma cadeira na Assembleia de Minas, ou seja, disputaram o mesmo cargo. O pai, com sete mandatos no Parlamento mineiro, conseguiu 70.756 votos; já a filha obteve 79.017, também uma diferença de quase 10 mil votos.
Com nove mandatos consecutivos, contando o que ainda se iniciará em 2027, o deputado reeleito Gil Pereira (PSD) terá a carreira política mais longeva do Parlamento mineiro. Na sequência desse ranking, com oito mandatos na ALMG, está Sargento Rodrigues (PL).
Antonio Carlos Arantes (PL) e Gustavo Valadares (PSD) acumulam sete mandatos; já Duarte Bechir (PSD) chegou ao seu sexto. Reeleitos pela quinta vez estão os deputados Carlos Henrique e Neilando Pimenta (ambos do Republicanos), Elismar Prado (PSD), Mário Henrique Caixa (PV) e Ulysses Gomes (PT).
De acordo com os registros de candidaturas divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dos 77 deputados eleitos para a 21ª Legislatura, 24 deles são nascidos em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), dos quais 19 são naturais da Capital mineira. Estarão representadas, na Assembleia Legislativa, 41 cidades do Estado.
No parâmetro “naturalidade”, cidadãos de todas as regiões terão representantes no Parlamento mineiro. Montes Claros, no Norte de Minas, é a cidade do interior campeã nesse quesito, com cinco parlamentares nascidos no município. Na sequência do “ranking”, estão empatadas Juiz de Fora (Mata) e Teófilo Otoni (Jequitinhonha/Mucuri) com três parlamentares; seguidas de Barbacena (Mata) e Patos de Minas (Alto Paranaíba), com dois deputados eleitos cada uma.
Dentre as carreiras mais comuns dos parlamentares eleitos, destacam-se as profissões ou ocupações de advogado (com 14 menções); empresário, administrador e economista (também 14); professores e produtores rurais (ambos com 7); e jornalistas (5). As informações foram levantadas a partir das biografias divulgadas pelos candidatos em suas redes sociais e materiais de campanha, além dos perfis no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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