Trump diz acompanhar 'muito de perto' a eleição brasileira e não declara apoio
Presidente dos EUA falou na saída da Casa Branca, a três dias do primeiro turno; relatório da Abin apontou em setembro risco de interferência norte-americana nas eleições.
Redação TV Cultura Mineira · 2 de outubro de 2026 às 10:06
Imagem ilustrativaFoto: This image or media was taken or created by Matt H. Wade . To see his entire portfolio, click here . @ thatmattwade Thi… / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (1º) que acompanha “muito de perto” as eleições brasileiras, cujo primeiro turno será no domingo (4). Ele respondeu à pergunta de uma jornalista na saída da Casa Branca, antes de embarcar para o Texas.
“Estou acompanhando [as eleições] muito de perto. O Brasil é um país muito importante. É um grande país. As pessoas no Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse. Trump não citou nomes nem declarou apoio a nenhum candidato, como já fez recentemente em outras eleições presidenciais, entre elas a da Colômbia.
A declaração ocorre em meio a tensões entre os governos dos dois países e a preocupações no Brasil com uma possível interferência estrangeira no processo eleitoral.
Em setembro, relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apontou risco de influência ou interferência dos Estados Unidos nas eleições de 2026. Segundo o documento, a reafirmação da hegemonia norte-americana na América Latina é prioridade do segundo governo Trump, com o objetivo de afastar rivais, como a China, de ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas da região.
A Abin também indicou intensificação das ações dos Estados Unidos em relação ao Brasil nos últimos meses, incluindo medidas econômicas e políticas contrárias aos interesses nacionais.
Em julho, o governo brasileiro negou visto a dois funcionários do Departamento de Estado norte-americano que pretendiam conversar com autoridades eleitorais sobre liberdade de expressão nas eleições.
Plano de Flávio Bolsonaro (PL) fala em preservar o patrimônio e aperfeiçoar leis de incentivo; o de Lula (PT) prevê ampliar o fomento, regular o streaming e integrar cultura e educação.
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
Visitas estavam suspensas desde julho; o candidato segue proibido de dar caráter político-eleitoral aos encontros e de divulgar declarações de Jair Bolsonaro.