Durigan diz que governo estuda ajuste e quer ampliar contingenciamento para cumprir meta
Ministro da Fazenda afirma que medidas serão discutidas com o mercado e o Congresso e que algumas já estão prontas; anúncio depende de Lula.
Redação TV Cultura Mineira · 27 de outubro de 2026 às 20:35
Imagem ilustrativaFoto: Agência Senado from Brasilia, Brazil / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (27), em Brasília, que o governo federal vai discutir com o mercado financeiro e o setor privado medidas de ajuste para cumprir a meta fiscal. Entre as propostas em estudo está a ampliação da fatia do Orçamento da União que pode ser contingenciada, medida que depende de aprovação do Congresso Nacional.
"Nosso compromisso é com a responsabilidade fiscal, com a estabilidade fiscal e isso vai ser buscado com diálogo", disse o ministro a jornalistas, ao chegar ao Ministério da Fazenda.
Segundo Durigan, na segunda-feira (26), um dia depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele procurou representantes do setor financeiro para tentar acalmar o mercado.
Medidas prontas
O ministro não detalhou as propostas, mas disse que a equipe econômica já discute o ajuste. "Já temos várias medidas sendo estudadas e algumas prontas", afirmou. De acordo com ele, as medidas serão anunciadas em breve, com autorização de Lula, que antes quer definir os novos integrantes da equipe econômica.
Durigan chamou o momento de período de transição, que vai até 5 de janeiro, quando Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, tomam posse para o novo mandato. Até lá, segundo o ministro, o presidente vai se reunir com a equipe atual e com a que ainda vai designar para definir os próximos passos.
"Sabendo que já temos medidas prontas, como a busca pelo centro da meta, que vão ser tratadas com o Congresso Nacional em breve", disse.
Com informações de Agência Brasil
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Para assegurar o cumprimento do piso estabelecido pelo arcabouço fiscal em 2027, o governo federal pode ser obrigado a realizar um bloqueio de R$ 35,7 bilhões em verbas discricionárias.