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Eleição tem recorde de eleitores com deficiência, mas acessibilidade ainda falha em locais de votação

O número de eleitores com deficiência passou de 1,3 milhão em 2022 para 1,9 milhão. No Rio, eleitores relataram rampas, escadas sem elevador e seções trocadas.

Redação TV Cultura Mineira · 4 de outubro de 2026 às 21:20

Eleição tem recorde de eleitores com deficiência, mas acessibilidade ainda falha em locais de votação
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O primeiro turno das eleições deste domingo (4) teve quase 2 milhões de eleitores com deficiência aptos a votar, o maior número já registrado pela Justiça Eleitoral. No Rio de Janeiro, porém, parte deles enfrentou rampas, escadas e mudanças de seção para conseguir chegar à urna. O total de eleitores com deficiência subiu de 1,3 milhão em 2022 para 1,9 milhão. Para acompanhar o aumento, a Justiça Eleitoral ampliou o número de colégios com acessibilidade e cadastrou 220,5 mil seções adaptadas, contra 156,2 mil nas últimas eleições. Entre esses eleitores, 617 mil têm dificuldade de locomoção, 319 mil têm deficiência visual e 182 mil, deficiência auditiva; outros 64 mil registraram dificuldade para o exercício do voto. O cadeirante Alexandre Prudente foi à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, onde havia votado na eleição passada. Subiu dois lances de rampa e pegou um elevador até o oitavo andar para descobrir que a seção tinha voltado para a Igreja Metodista de Vila Isabel, a 1,5 quilômetro dali. Lá, mesmo com prioridade, esperou uma hora para votar. “Nunca levei tanto tempo para votar. Da outra vez, foi muito mais rápido”, disse. Isaura dos Santos, de 77 anos, que usa bengala, precisou subir escadas no Colégio Estadual Senor Abravanel, na Zona Sul do Rio. “Não tem elevador para a gente subir. E no escuro, com a lâmpada apagada. Como pode uma situação dessa?”, criticou. A Justiça Eleitoral reconheceu o desafio antes do pleito. Segundo o órgão, a maior parte dos imóveis usados nas eleições pertence às redes públicas de ensino ou a instituições parceiras, cujas condições físicas mudam ao longo dos anos, e por isso os tribunais regionais eleitorais e as zonas eleitorais fazem vistorias periódicas. Eleitores com deficiência têm prioridade garantida e podem entrar na cabine com um acompanhante, mesmo sem pedido antecipado. O acompanhante precisa ter 18 anos e não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partidos ou de coligações. As urnas têm teclado em braile e um dispositivo que dá instruções por áudio, usado apenas com fones de ouvido fornecidos pela Justiça Eleitoral.

Com informações de Agência Brasil

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