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Impulsionado pelo El Niño, consumo de eletricidade residencial bate recorde histórico em agosto

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 47.856 GWh em agosto de 2026, alta de 4,3% em relação a agosto de 2025, segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Redação TV Cultura Mineira · 3 de outubro de 2026 às 10:03

Medidores de energia elétrica em parede de tijolos
Imagem ilustrativaFoto: John Robertson / Pexels (Pexels License)
O consumo nacional de energia elétrica totalizou 47.856 GWh em agosto de 2026, alta de 4,3% em relação a agosto de 2025, segundo a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Esse foi o quinto mês consecutivo de crescimento na comparação interanual, com avanço em todas as classes de consumo: residencial (+6,9%), comercial (+9,4%), industrial (+0,2%) e outros (+3,0%). No acumulado dos últimos 12 meses, o consumo nacional chegou a 574.174 GWh, alta de 1,4% sobre igual período anterior. A classe residencial alcançou 14.953 GWh em agosto, com o Consumo Residencial Médio (CRM) batendo recorde histórico da série da EPE, iniciada em 2004, ao atingir 181,8 kWh por mês. Temperaturas mais elevadas que as do mesmo mês do ano anterior, favorecidas pelo fortalecimento do El Niño no período, motivou o uso de equipamentos de climatização, como ares-condicionados e ventiladores, resultado que ainda foi impulsionado pela melhora dos indicadores de emprego e renda da população e a menor pressão tarifária, uma vez que em agosto do ano passado vigorava a bandeira vermelha patamar 2, a mais alta, ante a bandeira amarela no mesmo mês deste ano. Para outubro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou o retorno da bandeira tarifária verde, que não aplica nenhum acréscimo à conta de luz, encerrando um período de cinco meses seguidos sob a bandeira amarela — que tinha custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Segundo a Aneel, a mudança se deve ao aumento no volume de chuvas, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, que estabiliza o armazenamento nos reservatórios das hidrelétricas e permite reduzir o uso de fontes de geração mais caras, como as termelétricas. No consumo residencial, o Centro-Oeste (+17,2%) e o Norte (+12,4%) puxaram a alta nacional, seguidos por Sudeste (+5,4%) e Nordeste e Sul (+5,0%, empatados).

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