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Limão fica mais caro na entressafra e preço no atacado sobe 240% na CeasaMinas

Excesso de chuvas no começo do ano prejudicou a florada no cinturão cítrico paulista. Normalização dos preços é esperada para o fim do ano, com a nova safra.

Redação TV Cultura Mineira · 4 de outubro de 2026 às 21:20

Limão fica mais caro na entressafra e preço no atacado sobe 240% na CeasaMinas
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O limão está mais caro que a média para o consumidor mesmo no período de entressafra, por causa da baixa produção. Na CeasaMinas, na Grande BH, o quilo no atacado passou de R$ 2,50 para R$ 8,50, alta de 240%. No Ceagesp, em São Paulo, maior entreposto do país, o preço subiu 374%, de R$ 1,82 em maio, no início da entressafra, para R$ 8,62 no fim de setembro. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no cinturão cítrico paulista, de onde sai 80% da produção nacional, o preço médio pago ao produtor pela caixa de 27,2 kg de limão tahiti foi de R$ 32,10 em junho para R$ 55,60 em julho e R$ 104,78 em agosto, alta acumulada de 226,4%. Em relação a agosto de 2025, o valor foi 71% maior. "O limão tem como uma de suas características ter uma volatilidade muito alta em seu histórico de preços, diferente do que estamos acostumados a ver em outras plantas. O momento atual é um período bem precário, com uma condição especial de chuvas que afetou a florada no começo do ano", explicou o pesquisador Renato Garcia Ribeiro, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq). O excesso de chuvas no início do ano reduziu a quantidade e a qualidade da fruta e prejudicou a formação da safra seguinte. A florada de julho, principal para a oferta do segundo semestre, foi afetada nas regiões de Matão e Bebedouro, que concentram cerca de 68% da área de limões e limas do cinturão, e só deve gerar volume relevante a partir de meados de novembro, segundo a Conab. Também pesam a disputa entre mercado interno e externo, já que cerca de 11% da safra é exportada, principalmente para a Europa, e o aumento da procura com o calor de agosto e setembro. A Conab prevê a normalização dos preços no fim do ano, com a chegada da nova safra. Na última semana, os preços no Ceagesp começaram a cair, mas não é possível afirmar que a tendência vai se manter. Especialistas apontam ainda risco para a próxima safra caso um El Niño forte no começo de 2027 aumente o calor e o déficit hídrico.

Com informações de Agência Brasil

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