Minas lidera crimes eleitorais registrados até 13h; TSE diz não ver interferência externa
Balanço do Ministério da Justiça aponta 43 ocorrências em Minas até 13h. Presidente do TSE afirmou que nenhum relatório indicou ameaça estrangeira à eleição.
Redação TV Cultura Mineira · 4 de outubro de 2026 às 21:20
Minas Gerais foi o estado com mais registros de crimes eleitorais até as 13h deste domingo (4), primeiro turno das eleições, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Foram 43 ocorrências no estado, à frente do Rio Grande do Sul (36) e de Sergipe (26).
No país, o ministério contabilizou até aquele horário 313 crimes eleitorais e quatro crimes comuns. A maior parte envolveu propaganda irregular (130) e boca de urna (69). Foram apreendidos R$ 108 mil, quatro armas e 13 veículos, e quatro pessoas foram presas.
Em entrevista coletiva na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, disse que a votação ocorria sem grandes obstáculos e afastou suspeitas de interferência estrangeira. Segundo ele, nenhum relatório da Polícia Federal, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ou de outro órgão indicou que o processo eleitoral pudesse ser alvo de ameaças externas ou do crime organizado.
"Até o momento, não temos um indicativo concreto de interferência internacional”, afirmou o ministro. Ele acrescentou que o temor de disseminação de deepfakes, vídeos hiper-realistas fabricados por inteligência artificial, não se concretizou, sem ocorrências de repercussão significativa.
Nunes Marques também disse que não houve grandes problemas com o sistema eletrônico de votação, embora 1.121 urnas tenham sido substituídas, o equivalente a 0,2% dos 499.248 equipamentos usados. “Não há votação manual no país”, afirmou.
Os maiores problemas, de acordo com o presidente do TSE, ocorreram no Paraná, atingido por chuvas e ventos fortes na manhã de domingo, com queda de energia em 140 municípios.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.
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