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Pouso Alegre

Morre fêmea do casal de jacarés que vivia no Horto Florestal de Pouso Alegre

Animal era um dos símbolos do parque, tinha cerca de 25 anos, media 2,25 metros e pesava 69 quilos; corpo será preservado para integrar acervo de museu.

Redação TV Cultura Mineira · 23 de outubro de 2026 às 14:11

Morre fêmea do casal de jacarés que vivia no Horto Florestal de Pouso Alegre

A fêmea do casal de jacarés-do-papo-amarelo que habitava o lago do Parque Zoobotânico Municipal Fernando Bonillo, conhecido como Horto Florestal de Pouso Alegre, morreu na quarta-feira (21). Segundo a direção técnica do parque, a morte ocorreu por causas naturais.

Com aproximadamente 25 anos, o animal vivia no local desde jovem e se tornou parte da paisagem do parque, onde era frequentemente visto nadando no lago ou descansando às margens da água, muitas vezes ao lado do companheiro.

A jacaré media 2,25 metros de comprimento e pesava cerca de 69 quilos. De acordo com informações da Prefeitura, o macho é mais comprido, enquanto a fêmea apresenta uma aparência mais robusta.

Moradora antiga do parque

Mesmo após a retirada de animais que viviam em cativeiro, o Horto Florestal continuou abrigando espécies que vivem livremente na área, como aves, capivaras e o casal de jacarés-do-papo-amarelo.

Ao longo dos anos, os dois répteis se tornaram figuras conhecidas pelos frequentadores. Habituados à presença de visitantes, costumavam permanecer nas proximidades do lago, aproveitando o sol e as águas do local.

Em nota, a Prefeitura lamentou a morte e destacou a importância do animal para a história do parque.

“Mais do que uma moradora, ela fez parte da história do nosso Horto Florestal”, informou a administração municipal, ressaltando que a jacaré deixa lembranças para as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecê-la.

Corpo será preservado para museu

Segundo a bióloga Nívea Milagres, o corpo do animal está sendo preservado e deverá passar pelo processo de taxidermia, técnica utilizada para conservar a aparência externa de animais.

Após o procedimento, a expectativa é que a fêmea seja incorporada ao acervo do Museu de História Natural que está sendo criado em Pouso Alegre. O espaço tem como proposta preservar e apresentar registros da fauna e da flora locais.

Com a morte da fêmea, o macho passa a ser o único remanescente do casal que, durante décadas, fez parte da história e da paisagem do Horto Florestal.

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