Movimento com mais de 520 entidades entrega a candidatos propostas para crianças e adolescentes
Agenda 227 enviou documentos a presidenciáveis e a candidatos a governador com sugestões para educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.
Redação TV Cultura Mineira · 2 de outubro de 2026 às 10:06
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Organizações da sociedade civil entregaram aos candidatos à Presidência da República e aos governos estaduais propostas de políticas públicas e metas para a proteção de crianças e adolescentes. A iniciativa é do movimento Agenda 227, que reúne mais de 520 entidades de diferentes áreas.
São dois documentos, um voltado aos presidenciáveis e outro aos candidatos a governador. Ambos trazem sugestões para educação, saúde, primeira infância, enfrentamento das violências e profissionalização.
Segundo o texto, crianças e adolescentes negros, indígenas, imigrantes, moradores das regiões Norte e Nordeste e das periferias urbanas estão mais expostos à pobreza, à insegurança alimentar, à violência, à baixa oferta de serviços públicos e a riscos climáticos.
“Essa realidade evidencia que ainda há uma distância significativa a ser percorrida para alcançarmos o que determina a Constituição Federal - a prioridade absoluta dos direitos de crianças e adolescentes - para toda a população de 0 a 17 anos”, afirma o documento destinado aos candidatos a presidente.
O nome do movimento faz referência ao artigo 227 da Constituição, que define como dever da família, da sociedade e do Estado garantir à criança e ao adolescente o direito à vida, à saúde, à educação, ao lazer, à dignidade e ao respeito, entre outros.
Plano de Flávio Bolsonaro (PL) fala em preservar o patrimônio e aperfeiçoar leis de incentivo; o de Lula (PT) prevê ampliar o fomento, regular o streaming e integrar cultura e educação.
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
Visitas estavam suspensas desde julho; o candidato segue proibido de dar caráter político-eleitoral aos encontros e de divulgar declarações de Jair Bolsonaro.