MPT pede R$ 50 milhões à Meta por publicações que incentivam assédio eleitoral
Ação pede que Instagram, Facebook e Threads retirem os posts em 24 horas. Minas Gerais é o 2º estado em denúncias, com 351.
Redação TV Cultura Mineira · 31 de outubro de 2026 às 08:08
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O Ministério Público do Trabalho (MPT) acionou a Justiça, nesta quinta-feira (29), para obrigar a Meta a retirar do ar, em até 24 horas, todas as publicações que estimulem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar e demitir funcionários por preferências políticas ou voto. O pedido inclui o Instagram, o Facebook e o Threads.
O órgão aponta a responsabilidade da empresa pelo conteúdo publicado em suas plataformas e pede que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região arbitre indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos. A primeira audiência foi marcada para 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo.
Denúncias em alta
As denúncias de assédio eleitoral cresceram mais de 75% desde a segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno, e somam 1.459 casos no país. São Paulo lidera, com 620, seguido de Minas Gerais, com 351, Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165).
Segundo o MPT, depois do segundo turno, perfis nas plataformas passaram a orientar empregadores a vasculhar as redes sociais de funcionários para descobrir em quem votaram e demitir quem escolheu candidato diferente do patrão.
Para o órgão, outras publicações expõem pessoas à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões. O MPT afirma que apenas quatro publicações analisadas em um único perfil, com 3,8 milhões de seguidores, somaram mais de 2 milhões de curtidas.
O MPT também sustenta que os sistemas de recomendação da Meta, como a aba Explorar e os Reels sugeridos, ampliam o alcance do conteúdo que gera mais engajamento. Consultada, a Meta informou que não comentaria o assunto.
Com informações de Agência Brasil
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Em nota divulgada na noite de sexta-feira (9), Davi reforçou o compromisso de colocar a proposta em votação “com responsabilidade, diálogo e respeito ao rito regimental” (leia a íntegra abaixo).
Davi Alcolumbre anunciou cinco sessões de debate em plenário antes da primeira votação da proposta, que reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais.