Mudanças no atendimento especializado em escolas pautam audiência
Os impactos das novas regras para a educação especial inclusiva na rede estadual de ensino serão debatidos em audiência pública
Redação TV Cultura Mineira · 4 de novembro de 2026 às 10:10
Imagem ilustrativaFoto: Rafael Lemieszek / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
Os impactos das novas regras para a educação especial inclusiva na rede estadual de ensino serão debatidos em audiência pública da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) nesta quinta-feira (5/11/26), às 10 horas, no Auditório José Alencar. A reunião atende a requerimento da deputada Beatriz Cerqueira (PT), presidenta da comissão.
Criada em 24 de setembro de 2026, a Resolução nº 507 do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais (CEE/MG) consolida as normas para a educação especial inclusiva na Educação Básica e revoga a Resolução CEE nº 460/2013. Entre as mudanças estão novas diretrizes para a atuação dos profissionais responsáveis pelo atendimento aos estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e altas habilidades ou superdotação.
A norma diferencia as atribuições do professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) e do Profissional de Apoio Escolar (PAE). O primeiro deve ter formação inicial para a docência e, no mínimo, 360 horas de formação continuada em Educação Especial Inclusiva. Entre as responsabilidades estão a elaboração do Plano de Atendimento Educacional Especializado (PAEE) e o desenvolvimento de estratégias pedagógicas e recursos de acessibilidade.
Já o PAE deve ter, no mínimo, nível médio e 180 horas de formação continuada. A atuação envolve o auxílio aos estudantes em atividades como alimentação, higiene, locomoção, comunicação e interação social. A resolução estabelece que o profissional não pode assumir funções docentes nem planejar ou executar atividades educacionais diferenciadas.
Outro ponto que deve ser discutido é a ausência de previsão do cargo de Professor de Apoio à Comunicação, Linguagem e Tecnologia Assistivas (ACLTA) na nova regulamentação. Os profissionais atuam no suporte a estudantes que necessitam de recursos específicos de comunicação e acessibilidade. A ausência do cargo na norma levanta questionamentos sobre a continuidade do atendimento.
A resolução também estabelece que a matrícula e o acesso ao AEE não podem ser condicionados à apresentação de laudo ou diagnóstico médico. Além disso, determina a elaboração de estudo de caso para identificar as necessidades de cada estudante e a produção obrigatória do PAEE e do Plano Educacional Individualizado (PEI).
Assembleia Legislativa de Minas Gerais
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