Nove por cento dos professores da educação básica pública no Brasil não tinham qualificação completa entre 2024 e 2025, segundo o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta terça-feira (29). O índice é próximo da média dos países da organização, de 9,1%, e inclui docentes sem diploma, sem certificação ou sem formação pedagógica.
Segundo a OCDE, a contratação de professores sem a qualificação padrão costuma ocorrer por falta de profissionais. No Brasil, a escassez é maior em algumas regiões e disciplinas, especialmente em áreas remotas ou vulneráveis e nas aulas de matemática e ciências naturais.
A saída de profissionais agrava o quadro: 10,3% dos professores plenamente qualificados deixaram a profissão no país em 2022, por aposentadoria ou demissão, contra média de 6,4% na OCDE no ano letivo 2024-2025. Para Ricardo Henriques, superintendente-executivo do Instituto Unibanco, parte deles pode ter migrado para escolas privadas, mas o dado é um desafio para a permanência nas redes públicas.
A satisfação também é menor no Brasil. Em 2022, 44,3% dos professores dos anos finais do ensino fundamental estavam satisfeitos com as condições de trabalho, ante 68,4% na média da OCDE. Com os salários, eram 22,3%, contra 38,7%.
Entre 2015 e 2024, o número de professores nos anos iniciais do ensino fundamental cresceu 4%, enquanto as matrículas caíram 7%. A OCDE projeta queda de 3% no número de crianças de 5 a 14 anos no país entre 2024 e 2033.
O Ministério da Educação cita o piso nacional do magistério, hoje em R$ 5.130,63, o programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2025, e o Pé-de-Meia Licenciaturas. Segundo o ministro Leonardo Barchini, este último aumentou em 106% as matrículas de estudantes de alto desempenho no Enem em cursos de licenciatura entre 2024 e 2026.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.
há 7 h
OCDE aponta que 9% dos professores da rede pública no Brasil não têm qualificação completa · TV Cultura Mineira