PF abre inquérito sobre broches com câmera escondida para filmar voto em Cabo Frio (RJ)
Dispositivos disfarçados traziam o número de um candidato na frente e uma câmera com bateria escondida atrás. Material e celular de um homem vão para perícia.
Redação TV Cultura Mineira · 4 de outubro de 2026 às 21:20
Imagem ilustrativaFoto: Superior Electoral Court of Brazil / Wikimedia Commons (domínio público)
A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar a distribuição e o uso de broches equipados com dispositivo eletrônico em Cabo Frio, no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, a suspeita é de que os objetos seriam usados para gravar o voto dos eleitores na urna eletrônica.
De acordo com a PF, os dispositivos tinham, na parte da frente, o número de um candidato e, na parte de trás, um adesivo que escondia a câmera com bateria.
O material foi encontrado com um homem, que teve o celular apreendido e optou por ficar em silêncio. Os equipamentos e o aparelho serão submetidos à perícia técnica criminal para dar continuidade à investigação.
A lei proíbe entrar na cabine de votação com celular, óculos inteligentes, câmera fotográfica, filmadora ou qualquer outro aparelho capaz de fotografar ou filmar o voto. A regra está na Lei das Eleições e na Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que trata da participação dos cidadãos no processo eleitoral. Segundo o TSE, a medida serve para proteger o sigilo do voto.
No balanço mais recente da PF, até as 15h10 deste domingo (4), haviam sido instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência para apurar crimes eleitorais em estados de todas as regiões do país, entre eles Minas Gerais, e no Distrito Federal.
Até aquele horário, 129 pessoas tinham sido conduzidas e foram apreendidos R$ 789,8 mil em bens e valores, dos quais R$ 383,6 mil em dinheiro. Entre os principais crimes apurados estão a propaganda eleitoral irregular e a corrupção eleitoral, sobretudo a compra de votos.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.