TSE aprova regras para canais de WhatsApp ligados a campanhas eleitorais
Canais que recebem apoio técnico ou financeiro de candidaturas terão de ser registrados na Justiça Eleitoral; quem descumprir pode ter o canal desativado.
Redação TV Cultura Mineira · 17 de outubro de 2026 às 13:55
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. Por unanimidade, os sete ministros aprovaram uma atualização da resolução que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais usados pelas candidaturas.
Pela decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral. O vínculo será caracterizado pelo recebimento de recursos, pela ajuda técnica e pelo direcionamento para a página oficial do candidato.
O apoio espontâneo e o compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser considerados vínculo direto com a campanha. Canais que não cumprirem as regras poderão ser desativados até a regularização.
A decisão veio depois de uma disputa de liminares sobre o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na terça-feira (13), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal depois que a campanha de Lula o registrou no tribunal, como ele havia determinado. A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do corregedor-geral do TSE, ministro Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.
Ministro Villas Bôas Cueva deu 72 horas para a campanha detalhar as acusações contra 54 dirigentes de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais.
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro.