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VR e VA: cartões de qualquer operadora passam a valer em mais maquininhas neste sábado (7)

Interoperabilidade entra em vigor, mas só vale em estabelecimentos habilitados; Abrasel diz que sistemas ainda não estão integrados.

Redação TV Cultura Mineira · 7 de novembro de 2026 às 10:06

VR e VA: cartões de qualquer operadora passam a valer em mais maquininhas neste sábado (7)
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) passam por mudanças a partir deste sábado (7). A principal é a interoperabilidade: cartões de diferentes operadoras poderão ser aceitos em qualquer maquininha habilitada a processar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão usado.

A transição começou em maio e vai até novembro, quando o decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano. Cartões de empresas como Alelo, Ticket, VR Benefícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos, conforme o enquadramento no PAT.

O que muda para o trabalhador

A mudança não obriga todos os estabelecimentos a aceitar os benefícios: a regra vale para os comércios habilitados. As novas regras também não determinam aumento nem redução do valor do VR ou do VA pago pelas empresas. Os recursos continuam destinados exclusivamente à alimentação.

Taxas e prazos já em vigor

A regulamentação do PAT também estabeleceu limites para os estabelecimentos:

  • taxa máxima de 3,6% cobrada pelas operadoras nas transações com benefícios vinculados ao PAT;
  • tarifa de intercâmbio de até 2%;
  • repasse em até 15 dias corridos dos valores das vendas.

Desafios para a implementação

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e que o canal usado para processar as transações com vales ainda não funciona plenamente. Segundo a entidade, a efetiva disponibilidade dependerá da conclusão dessa integração.

Parte das regras também é questionada na Justiça por operadoras do setor. A Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT) manifestou preocupação com o modelo de arranjo aberto.

Com informações de Agência Brasil

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