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Ataques a imagens católicas e de religiões de matriz africana reacendem debate sobre intolerância

Disque 100 registrou 1.252 denúncias de intolerância religiosa no 1º semestre; Dino mandou a PF investigar a sequência de ataques a imagens católicas.

Redação TV Cultura Mineira · 3 de outubro de 2026 às 10:03

Velas acesas diante de ícones religiosos
Imagem ilustrativaFoto: Elina Volkova / Pexels (Pexels License)
Uma sequência de ataques a símbolos religiosos reacendeu o debate sobre intolerância no país. Na madrugada de 9 de setembro, uma loja de artigos católicos no centro de Fortaleza foi alvo de um coquetel molotov, com um cartaz que dizia "se reabrir, todos morrem". Na mesma noite, outros dois estabelecimentos católicos e um de umbanda tiveram as fachadas incendiadas na capital cearense. Os casos são investigados pela Polícia Civil. Um dia antes, em Londrina (PR), a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi arrancada. Em Salvador, uma imagem de Nossa Senhora das Graças foi quebrada e, no dia 22, a de Santa Dulce dos Pobres foi destruída. Na quarta-feira (30), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue a aparente disseminação de ataques a imagens católicas. Segundo o Disque 100, foram registradas 1.252 denúncias com pelo menos uma violação ligada à liberdade de crença ou à intolerância religiosa entre janeiro e junho. Praticantes do candomblé e da umbanda continuam sendo as principais vítimas: foram 270 denúncias no semestre, mais de 40% acima das 192 do mesmo período de 2025. Entre os católicos, os registros passaram de 15 para 34. Os ataques ocorreram antes de a discussão sobre o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida entrar na disputa eleitoral. Na última semana, postagens que atribuíam ao candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar o título viralizaram. O candidato recorreu à Justiça Eleitoral e ao STF, e o Tribunal Superior Eleitoral formou maioria para manter as postagens fora do ar. Segundo o defensor público do Ceará Igor Barreto, os crimes de intolerância religiosa são inafiançáveis e imprescritíveis. A pena para a prática, indução ou incitação varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa.

Com informações de Agência Brasil

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