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Dino manda PF investigar interferência estrangeira nas eleições e financiamento oculto

Ministro do STF quer apurar arrecadação nos EUA, anúncios pagos por perfis estrangeiros, atuação da Meta e suposta oferta de terras raras.

Redação TV Cultura Mineira · 27 de outubro de 2026 às 14:23

Dino manda PF investigar interferência estrangeira nas eleições e financiamento oculto
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para apurar a possível interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro, sobretudo por meio de financiamento oculto de campanha.

A decisão foi tomada depois de um pedido do PT em uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Para Dino, as informações apresentadas não devem tramitar nessa ação, mas em procedimentos próprios de investigação, sob a supervisão do STF.

Segundo o ministro, as denúncias reforçam a preocupação da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que, em relatório anterior às eleições, apontou alto incentivo para que atores externos com interesses no Brasil interferissem no processo eleitoral.

O que será investigado

Entre as suspeitas citadas está a de que os executivos Tallis Gomes e Pedro Sang teriam atuado em nome da empresa Rockbridge Network para arrecadar recursos, nos Estados Unidos, para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Outra denúncia trata de anúncios pagos por perfis sediados no exterior, voltados ao público brasileiro, com dados favoráveis à vitória de Flávio Bolsonaro na plataforma de apostas Polymarket, bloqueada no Brasil desde 2024. O caso foi levado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão).

Dino também citou suspeitas sobre a atuação da Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, com base em relatório do Comitê de Supervisão da empresa publicado em 22 de outubro, e preocupações de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) que acompanharam as eleições.

O ministro mandou apurar ainda a acusação de que a exploração de terras raras no Brasil teria sido oferecida em troca de interferência eleitoral. “Cumpre, portanto, apurar quem teria formulado eventual proposta, a quem ela teria sido dirigida, por qual instrumento e em que consistiria a suposta contrapartida, tendo presente que os recursos minerais pertencem à União e sua exploração depende de autorização ou concessão concedida no interesse nacional”, escreveu.

A PF deverá investigar as tratativas da Rockbridge Network com os executivos e com empresários brasileiros, quem pagou e contratou a publicidade atribuída a perfis estrangeiros, a eventual ligação entre financiamento político e interesses em terras raras e minerais críticos, e possíveis manipulações de algoritmos por empresas de internet para favorecer ou prejudicar candidaturas.

Com informações de Agência Brasil

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