TSE dá 24 horas para Meta provar tratamento igual às campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro
Ministro Marco Aurélio Bellizze elevou a multa diária para R$ 1 milhão após a empresa perder o prazo inicial de 72 horas.
Redação TV Cultura Mineira · 19 de outubro de 2026 às 20:38
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu nesta segunda-feira (19) prazo de 24 horas para que a Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, comprove que adota medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios no segundo turno da eleição presidencial. A multa diária por descumprimento passou de R$ 500 mil para R$ 1 milhão.
A nova decisão veio depois que a empresa não cumpriu o prazo inicial de 72 horas para apresentar as informações.
Na semana passada, o TSE atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto pra Mais, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. A coligação apresentou dados segundo os quais a Meta estaria desfavorecendo conteúdos do campo de Lula e destacando o campo adversário, além de possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou reclamação semelhante ao tribunal.
Na sexta-feira (16), o plenário do TSE manteve a primeira decisão de Bellizze, que mandou a Meta dar tratamento igual às campanhas imediatamente.
O que a Meta precisa informar
como funcionam os sistemas de recomendação de posts;
o alcance dos anúncios das duas candidaturas do segundo turno;
investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos;
conteúdos que deveriam ser identificados por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.
O que diz a empresa
A Meta afirmou que a recomendação de candidatos foi proibida, conforme determinação do TSE, e que tomou medidas adicionais para restringir as recomendações.
“Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles.”
Canais que recebem apoio técnico ou financeiro de candidaturas terão de ser registrados na Justiça Eleitoral; quem descumprir pode ter o canal desativado.
Ministro Villas Bôas Cueva deu 72 horas para a campanha detalhar as acusações contra 54 dirigentes de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais.
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.