Corregedor do TSE nega pedido de Flávio Bolsonaro para barrar posts de sindicalistas
Ministro Villas Bôas Cueva deu 72 horas para a campanha detalhar as acusações contra 54 dirigentes de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais.
Redação TV Cultura Mineira · 17 de outubro de 2026 às 13:55
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta sexta-feira (16) o pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes sociais de 54 dirigentes de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais.
A campanha alegou que a estrutura física das entidades e os perfis nas redes estariam sendo usados para favorecer a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Para o ministro, as acusações precisam ser analisadas individualmente. Ele deu prazo de 72 horas para os advogados da campanha de Flávio apresentarem fatos detalhados sobre as supostas irregularidades.
“A presente decisão limita-se a reconhecer que os elementos disponíveis não são suficientes para justificar, neste momento, a medida inibitória postulada”, afirmou o ministro.
Cueva ressaltou que a rejeição da liminar não autoriza o uso de bens, serviços e recursos financeiros dos sindicatos em benefício de candidaturas. “O custeio de despesas de campanha, a produção ou distribuição de materiais que configurem contribuição econômica à candidatura e o fornecimento de bens ou serviços com essa finalidade sujeitam-se à vedação legal, independentemente da transferência direta de valores”, completou.
O caso ainda será julgado de forma definitiva pelo ministro, sem prazo para a análise.
Canais que recebem apoio técnico ou financeiro de candidaturas terão de ser registrados na Justiça Eleitoral; quem descumprir pode ter o canal desativado.
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro.