TSE proíbe anúncios pagos de Lula que dizem que Flávio é contra o fim da escala 6x1
Ministro André Mendonça viu propaganda negativa em vídeo impulsionado no Facebook; a Meta deve desativar os anúncios e informar quanto foi pago.
Redação TV Cultura Mineira · 13 de outubro de 2026 às 14:55
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu no domingo (11) a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de impulsionar anúncios que afirmam que Flávio Bolsonaro (PL) é contra o fim da escala de trabalho 6x1.
A decisão atendeu a pedido da campanha de Flávio. No vídeo publicado no Facebook, o PT dizia que "Flávio é contra a escala 6x1" e que o partido dele faria "campanha pesada" contra a proposta em análise no Senado.
Anúncios pagos são permitidos pela legislação eleitoral, mas o ministro entendeu que foram usados para propaganda negativa, o que a lei proíbe. Segundo Mendonça, a peça qualifica a posição do candidato como "desumana", afirma que ele trabalharia apenas três dias por semana e sugere que pretenderia impedir as mães de ficar mais tempo com os filhos.
Como os anúncios já haviam sido veiculados entre 12 e 14 de setembro, a campanha de Lula fica impedida de contratar novas veiculações. A Meta, dona do Facebook, foi notificada para desativar os anúncios e informar os valores pagos; a decisão cita ao menos dois pagamentos, de R$ 10,4 mil e R$ 15,4 mil.
Em entrevistas, Flávio tem dito que defende uma "alternativa melhor" ao fim da escala 6x1, em que o trabalhador poderia escolher sua carga horária por acordo com o empregador. A votação da PEC em primeiro turno no Senado está marcada para quarta-feira (14).
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.
A disputa pela Presidência da República terá um segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).