Relatório técnico do TSE não encontra conteúdo falso no canal Exército do Lula
Análise pedida pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, apontou porém "atuação coordenada" e linguagem polarizadora nas mensagens do canal criado por André Janones.
Redação TV Cultura Mineira · 13 de outubro de 2026 às 14:55
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Um relatório da equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não encontrou publicações falsas no canal Exército do Lula, criado no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A análise foi feita pelo setor de combate à desinformação do tribunal, a pedido do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, depois de decisões conflitantes sobre o canal. Segundo a área técnica, não foram localizadas, nas publicações de 2 a 11 de outubro, reproduções das afirmações examinadas no processo.
O documento fez ressalvas: a perícia observou "atuação coordenada" para disseminar conteúdo e o uso recorrente de "linguagem polarizadora" nas mensagens.
No domingo (11), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou a decisão de Kassio que havia suspendido o canal e determinou sua reativação. Segundo o corregedor, o pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) para derrubar a decisão dele foi protocolado na presidência do TSE em 41 minutos.
A campanha de Flávio também move ação no TSE para cassar o mandato de Janones. No sábado (10), Villas Bôas Cueva, relator do processo, pediu informações complementares ao candidato, sem suspender o canal.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta quinta-feira (8), anular os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o governo do Rio de Janeiro.
Candidato do Avante, que teve 2,89% dos votos válidos, afirmou que ninguém está autorizado a declarar apoio em seu nome e que não pretende continuar na política.
A disputa pela Presidência da República terá um segundo turno com Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).