Lula diz no 1º discurso após reeleição que vai regular as plataformas digitais
Presidente afirmou que crime no mundo digital tem de ser tratado como crime na vida real e criticou empresas que, segundo ele, não pagam imposto no país.
Redação TV Cultura Mineira · 26 de outubro de 2026 às 07:05
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito neste domingo (25) com mais de 64 milhões de votos, afirmou no primeiro discurso após a vitória que vai regular as plataformas digitais no novo mandato. Segundo ele, a eleição teve uma intromissão vinda do exterior por meio dessas plataformas.
“É uma eleição em que a gente teve que vencer a intromissão vinda de fora para dentro através de plataformas digitais, que nós vamos ter que regulá-las. Não é possível que a gente não tenha consciência que o crime no mundo digital tem que ser tratado igual crime na vida real”, disse Lula.
Críticas às empresas
O presidente também criticou o porte e a tributação das empresas donas das plataformas: “Nós não podemos ter empresas monstruosas de grande, ganhando bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para esse país e tentando direcionar o resultado eleitoral desse país”.
Na área tributária, a proposta de Lula para o novo governo é de maior progressividade, com participação proporcionalmente maior das rendas mais altas no financiamento do Estado.
Lula disse ainda que a comunicação digital vai ganhar espaço no governo e que pretende ampliar a participação popular nas decisões. “Eu posso garantir para vocês que nós vamos mudar o jeito de governar esse país”, afirmou. Ele agradeceu ao deputado federal André Janones, que coordenou uma campanha de apoio à reeleição nas redes sociais.
Quarto mandato
O discurso foi feito por volta das 22h20, em um auditório de um hotel na capital paulista, com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros. Em seguida, Lula foi para a Avenida Paulista, onde apoiadores comemoravam o resultado.
Lula, que completa 81 anos na terça-feira (27), foi reeleito para o quarto mandato. Ele presidiu o país de 2003 a 2010 e de 2023 a 2026 e destacou ser o único presidente sem diploma eleito quatro vezes.
Com informações de Agência Brasil
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