Perdão de dívidas de MEIs pode beneficiar 3,6 milhões, diz ministro
Débitos na dívida ativa até 13/10/2026 serão perdoados automaticamente; Pix MEI prevê até R$ 5 mil.
Redação TV Cultura Mineira · 29 de outubro de 2026 às 12:11
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, afirmou nesta quinta-feira (29) que o perdão de dívidas tributárias federais de microempreendedores individuais (MEIs) vai permitir que donos de pequenos negócios voltem à formalidade. Segundo ele, isso pode elevar a arrecadação federal em até R$ 4 bilhões.
A declaração foi dada no programa Bom Dia, Ministro, da Secom e do Canal Gov. "Só de botar esses MEIs de volta à atividade [formal], o governo pode arrecadar entre R$ 3 bi e R$ 4 bi. Então, é uma medida que, do ponto de vista fiscal, é necessária", disse.
Segundo o governo federal, o perdão dos débitos de MEIs inscritos na dívida ativa até 13 de outubro de 2026 pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de pessoas. As dívidas somam mais de R$ 12 bilhões, e quase 86% desse valor (cerca de R$ 11 bilhões) é considerado de difícil ou impossível recuperação.
O que prevê a lei
O perdão automático faz parte da Lei Complementar nº 238, sancionada por Lula no dia 21, e do pacote Prospera MEI. Entre as mudanças:
novo teto de faturamento anual: R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028;
possibilidade de contratar até dois empregados nas atividades contempladas;
dispensa de nota fiscal nas operações com pessoas físicas, conforme decreto;
Pix MEI: subvenção de até R$ 5 mil para investimento no negócio, que depende de programa e editais ainda não publicados.
O governo estuda criar um aplicativo para facilitar o acesso ao Pix MEI.
Desenrola 3.0
O pacote também prevê renegociação de débitos com instituições financeiras, associada ao Desenrola 3.0. Pelo novo modelo, o governo vai comprar as dívidas, e os bancos deverão oferecer descontos sobre os saldos devedores. Segundo o ministro, o MEI não vai precisar fazer nada.
Com informações de Agência Brasil
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